Vale (VALE3) registra lucro de US$ 1,25 bilhão no 3T26, queda de 53% em relação ao ano anterior
No terceiro trimestre de 2026, a Vale reportou um lucro líquido de US$ 1,25 bilhão, refletindo uma queda significativa em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar da redução no lucro, a receita líquida da mineradora cresceu 2%.

A Vale (VALE3) divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, apresentando um lucro líquido de US$ 1,255 bilhão. Este resultado representa uma queda de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme reportado nesta quinta-feira (29) após o fechamento do mercado.
Embora o lucro tenha registrado uma retração, a mineradora viu sua receita líquida aumentar em 2%, alcançando US$ 10,5 bilhões. No entanto, o Ebitda ajustado da empresa caiu 24% em comparação ao terceiro trimestre de 2025, totalizando US$ 3,327 bilhões. Essa diminuição no desempenho financeiro é atribuída, segundo a companhia, a vários fatores, incluindo a queda nos preços do minério de ferro e o aumento dos custos operacionais.
As vendas de minério de ferro da Vale aumentaram 0,3%, equivalente a 300 mil toneladas, mesmo com uma redução de 6% na produção, que resultou em uma queda de 6 milhões de toneladas. Entretanto, o preço médio realizado para os finos de minério de ferro caiu 10%, situando-se em US$ 85,1 por tonelada, o que reflete os preços internacionais mais baixos e ajustes nas vendas.
Além disso, os custos de produção também apresentaram aumento. O custo caixa C1 do minério de ferro subiu 12% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 23,1 por tonelada. O custo total, conhecido como all-in, teve um incremento de 21%, chegando a US$ 60,4 por tonelada, impactado pela valorização do real e pelo aumento dos preços do diesel e frete.
No segmento de metais básicos, a Vale viu uma diminuição de 4% nas vendas de cobre, resultado de uma manutenção programada na unidade de Sossego. No entanto, o preço realizado do cobre subiu 56% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 15.314 por tonelada. Por outro lado, as vendas de níquel cresceram 16,1%, impulsionadas pelo aumento na produção.