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Global

Trump e a possibilidade de alterar a Constituição para um terceiro mandato

Donald Trump enfrenta grandes desafios constitucionais para tentar disputar um terceiro mandato como presidente dos EUA. A 22ª Emenda limita a reeleição a dois mandatos, e mudanças na Constituição exigem um complexo processo.

RB
Redação BR NEWS
03/11/2026 às 14:21

O atual cenário político nos Estados Unidos levanta questões sobre a possibilidade de Donald Trump tentar um terceiro mandato. No entanto, as regras vigentes, estabelecidas pela 22ª Emenda da Constituição americana, proíbem que qualquer pessoa seja eleita presidente mais de duas vezes. Trump já venceu as eleições de 2016 e 2024, o que o impede de concorrer novamente sob as normas atuais.

Durante uma discussão no programa Mapa de Risco do InfoMoney, o repórter André Lucena destacou que a relação de Trump com as instituições do país será um ponto crucial nas próximas eleições legislativas. Ele afirmou que o contexto atual representa um teste significativo para a saúde da institucionalidade americana, especialmente se os democratas conseguirem aumentar sua influência no Congresso.

A 22ª Emenda estabelece que qualquer alteração nas regras para reeleição presidencial não pode ser feita apenas por meio de uma lei ordinária. Para isso, seria necessário obter a aprovação de dois terços das duas Casas do Congresso ou convocar uma convenção com o apoio de dois terços das legislaturas estaduais. Além disso, qualquer mudança precisaria ser ratificada por três quartos dos estados, ou seja, 38 dos 50 estados americanos, o que torna o processo bastante complicado.

As eleições de meio de mandato, que ocorrem hoje, renovam todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado. A possibilidade de uma perda de maioria republicana dificultaria ainda mais a implementação de iniciativas que dependam do Legislativo. Mesmo que Trump consiga manter a maioria simples, isso não seria suficiente para alterar a Constituição.

A estabilidade institucional é um aspecto central da política americana, e a maneira como Trump reagiria a um resultado eleitoral desfavorável é uma questão que suscita preocupações entre especialistas. A capacidade do ex-presidente de implementar sua agenda no futuro dependerá, em grande parte, do equilíbrio de forças no Congresso e da resposta das instituições a possíveis tentativas de mudança.