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Global

Rússia busca expandir influência na África durante cúpula em Moscou

A terceira Cúpula Rússia-África, realizada em Moscou, reuniu delegações de quase todos os países africanos, destacando a crescente aproximação entre a Rússia e o continente, em meio à guerra na Ucrânia.

RB
Redação BR NEWS
07/11/2026 às 10:31

A Rússia está intensificando seus esforços para fortalecer sua presença na África, buscando novos aliados enquanto a guerra na Ucrânia se arrasta. Recentemente, o presidente Vladimir Putin sediou a terceira Cúpula Rússia-África em Moscou, que contou com a participação de delegações de 48 dos 54 países africanos, demonstrando um interesse crescente por parte das nações do continente em estreitar laços com o Kremlin.

No encontro, Putin posicionou a Rússia como uma alternativa mais vantajosa para a África em comparação com o Ocidente. Ele criticou os países ocidentais por sua abordagem colonial e exploração dos recursos africanos, promovendo a ideia de que a cooperação com a Rússia poderia resultar em benefícios mútuos, como crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico.

O evento teve a presença de 22 chefes de Estado, um aumento notável em relação às edições anteriores da cúpula. Essa visibilidade para a Rússia é estratégica, especialmente em um momento em que o país enfrenta sanções internacionais e um crescente isolamento diplomático.

Segundo especialistas, as imagens de Putin ao lado de líderes africanos durante a cúpula podem ter um impacto significativo nas percepções sobre a Rússia no continente e em outras regiões em desenvolvimento. A narrativa criada em torno do evento pode ser utilizada para reforçar a influência russa, mesmo que os acordos concretos resultantes da cúpula sejam limitados.

Os governos africanos, por sua vez, estão adotando uma postura de "não alinhamento diversificado", buscando manter relações com múltiplos parceiros, seja para garantir segurança, suprimentos agrícolas ou investimentos em energia. A crescente presença militar russa, especialmente em países como Mali, Burkina Faso e Níger, tem sido um elemento central nessa estratégia, à medida que os governos locais buscam alternativas aos parceiros ocidentais em meio a crises de segurança.