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Política

Randolfe Rodrigues promete empenho na aprovação da PEC da Segurança

O senador Randolfe Rodrigues anunciou que o governo se dedicará à aprovação da PEC da Segurança Pública na próxima terça-feira, após sua retirada da pauta do Senado devido a divergências internas.

RB
Redação BR NEWS
16/10/2026 às 16:41

O senador Randolfe Rodrigues, que ocupa a posição de líder do Governo no Congresso, manifestou nesta sexta-feira, 16, a intenção da gestão atual de trabalhar arduamente para conseguir a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para ser discutida na próxima terça-feira, 20.

A proposta havia sido incluída na pauta do plenário do Senado na quinta-feira, 15, mas foi retirada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, em meio a desavenças na base governista. Essa retirada ocorreu em função de uma controvérsia envolvendo a votação de uma emenda proposta pelo líder do PT, Camilo Santana, que busca a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Randolfe enfatizou a importância da aprovação da PEC, ressaltando que a segurança pública é uma prioridade para o governo. No entanto, ele não deixou de mencionar as dificuldades enfrentadas nas negociações internas, que podem impactar o andamento da proposta. Segundo analistas, essas divergências podem atrasar a votação e complicar a articulação política.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a questão da maioridade penal em uma entrevista na mesma quinta-feira. Lula se declarou favorável à redução para 16 anos, mas destacou que essa discussão deve ocorrer em uma PEC separada, não na que está sendo debatida atualmente. O presidente argumentou que a sociedade brasileira deve estar unida em torno da punição de crimes hediondos, mas afirmou que a PEC da Segurança não é o espaço adequado para essa discussão.

Esses acontecimentos ilustram o cenário complexo em que se desenrolam as discussões sobre segurança pública no Brasil, com tensões políticas e divergências ideológicas que podem influenciar o futuro das propostas em tramitação. O governo, enquanto busca consolidar suas posições, terá que navegar por essas questões delicadas para garantir a aprovação de medidas consideradas essenciais.