IBOVESPA—
USD/BRL—
EUR/BRL—
S&P 500—
BTC/BRL—
IBOVESPA—
USD/BRL—
EUR/BRL—
S&P 500—
BTC/BRL—
BR NEWS
Global

Protestos em Assunção exigem resposta do governo após crise no Ueno Bank

Clientes do Ueno Bank e cidadãos se mobilizam em Assunção contra a intervenção do Banco Central e pedem a prisão do presidente Santiago Peña. A situação gerou confrontos com a polícia e incertezas financeiras para milhões de paraguaios.

RB
Redação BR NEWS
04/11/2026 às 17:11

Na última terça-feira, 3 de novembro de 2026, uma onda de protestos tomou as ruas de Assunção, Paraguai, em resposta à intervenção do Banco Central no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do país. Os manifestantes, incluindo clientes aposentados e correntistas, exigem a devolução de seus fundos e criticam a gestão do presidente Santiago Peña.

Os protestos se concentraram em locais simbólicos como o Panteão Nacional dos Heróis, onde os cidadãos se reuniram para expressar sua indignação. No entanto, parte do grupo avançou em direção ao Congresso Nacional, provocando confrontos com a Polícia Nacional, que foi chamada para conter a situação. Além disso, outros manifestantes se dirigiram à residência oficial do presidente, intensificando a pressão sobre o governo.

De acordo com informações do jornal local ABC Color, a intervenção no Ueno Bank ocorreu após a decisão unânime do conselho do Banco Central, que votou para colocar a instituição em processo de resolução. O objetivo, segundo as autoridades, é proteger os depositantes e garantir a estabilidade do sistema financeiro do país, que enfrenta uma crise de solvência.

O Ueno Bank, que atende cerca de 3 milhões de clientes, representa quase metade da população paraguaia, estimada em 6,4 milhões. A intervenção deixou milhões de economias em situação incerta, levando os cidadãos a clamarem por uma resposta imediata do governo. Os gritos de “devolvam tudo” ecoaram pelas ruas, refletindo a frustração e o desespero dos afetados pela crise.

As consequências da situação ainda são incertas e, segundo analistas, a resposta do governo será crucial para restaurar a confiança dos cidadãos e evitar uma maior escalada dos protestos. O Banco Central, por sua vez, continua a monitorar a situação e se comprometeu a agir em defesa dos interesses dos depositantes.