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Presidente da Suprema Corte da Bolívia deixa o país após ordem de prisão

Romer Saucedo, presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, anunciou sua saída do país após acusações de narcotráfico. Em mensagem nas redes sociais, ele descreveu a decisão como a mais difícil de sua vida.

RB
Redação BR NEWS
06/11/2026 às 13:01

Crise na Justiça Boliviana

Romer Saucedo, presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, revelou na quarta-feira (4) que se exilou fora do país após o Ministério Público solicitar sua prisão. A medida ocorreu em decorrência de acusações graves, que incluem tráfico de substâncias controladas e associação criminosa. Esta situação desencadeou uma crise significativa na administração da justiça no país.

Decisão Difícil

Em uma publicação na rede social X, Saucedo expressou que deixar a Bolívia foi a decisão mais dura de sua vida, enfatizando que acreditava ser mais útil no exterior do que em uma prisão ou em risco de vida. A declaração reflete o clima de tensão e insegurança que circunda sua situação atual.

Alegações de Perseguição

O magistrado não hesitou em criticar o governo de Rodrigo Paz, acusando-o de promover uma campanha de perseguição e intimidação contra ele. Saucedo afirmou que as autoridades poderiam tentar forjar provas a seu respeito, levantando questões sobre a imparcialidade das investigações e do sistema judicial boliviano.

Investigações em Andamento

As investigações estão sob a supervisão de José Armando Urioste, procurador-geral interino, que foi designado após a prisão do antecessor. Embora Urioste tenha confirmado que a apuração prosseguirá em sigilo, ele não forneceu detalhes sobre a suposta participação de Saucedo nos delitos em questão. A falta de informações claras aumenta as incertezas em torno do caso.

Busca Internacional

Com a ausência de Saucedo e a incerteza sobre seu paradeiro, o Ministério Público considera solicitar um alerta vermelho à Interpol. Isso visa facilitar sua localização em âmbito internacional, uma vez que os registros migratórios não confirmam oficialmente sua saída recente da Bolívia. A possibilidade de que o presidente da Suprema Corte tenha cruzado a fronteira por vias terrestres levanta ainda mais questionamentos sobre a situação.