Petróleo atinge menor nível em quase um mês com foco em negociações de paz
Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, com investidores monitorando a possibilidade de resoluções para os conflitos na Ucrânia e no Irã, impactando o mercado global da commodity.

O mercado de petróleo registrou uma queda significativa nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, atingindo o menor nível em cerca de quatro semanas. A tendência de baixa é impulsionada pela atenção dos investidores às tentativas de resolver os conflitos em curso na Ucrânia e no Irã, que podem influenciar a oferta global da commodity.
O petróleo tipo Brent teve uma desvalorização de 1%, o que representa uma queda de US$ 1,17, fechando o dia a US$ 103,60 por barril. Esse valor é o mais baixo registrado desde 7 de outubro. Por outro lado, o petróleo WTI, que é a referência nos Estados Unidos, também apresentou uma redução, de US$ 0,37, finalizando a jornada a US$ 96,09 por barril, o que marca o menor fechamento desde 14 de outubro.
Acompanhando o movimento do petróleo, o cenário político nos Estados Unidos, onde ocorrem as eleições de meio de mandato, está em destaque. A disputa eleitoral pode impactar o controle do Congresso, que é um fator importante para a administração do presidente Donald Trump. Pesquisas recentes indicam que os democratas possuem uma vantagem nas eleições para a Câmara dos Representantes, enquanto a situação no Senado permanece incerta.
Em relação ao Irã, uma autoridade do país afirmou que o fim das tensões com os Estados Unidos ainda está longe. O Catar, por sua vez, está intensificando esforços diplomáticos para evitar uma escalada das tensões, especialmente após as eleições americanas. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar informou que ambas as nações estão abertas à mediação e considerando propostas que possam mitigar suas divergências.
Apesar dos avanços nas negociações, o mercado de petróleo continua cauteloso. O ING, um banco de investimentos, emitiu um alerta sobre os riscos de uma nova escalada nas tensões geopolíticas. "Embora haja sinais positivos, é prematuro afirmar que os riscos de escalada tenham sido eliminados", destacou a instituição, refletindo a incerteza que ainda permeia o mercado.