Pedido de Impeachment contra o presidente do Paraguai em meio à crise bancária
A oposição paraguaia apresentou um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña, atribuindo-lhe a responsabilidade pela crise no banco digital Ueno, que afetou milhões de clientes.
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A crise financeira no Paraguai tomou um novo rumo com a apresentação de um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña. A medida foi impulsionada por parlamentares da oposição que o acusam de ser o responsável pela situação caótica que resultou na intervenção do banco digital Ueno.
Na última terça-feira, o Ueno, que contava com cerca de 3 milhões de clientes e acumulava depósitos de aproximadamente US$ 850 milhões, foi fechado pelo Banco Central devido a um déficit em seus índices de solvência. A intervenção deixou muitos clientes sem acesso aos seus recursos financeiros, gerando uma onda de indignação popular.
Trinta e cinco deputados apresentaram o documento de acusação na Câmara dos Deputados, solicitando a convocação de uma sessão extraordinária para discutir o impeachment. A oposição argumenta que Peña, que era acionista do grupo proprietário do Ueno até março de 2025, cometeu uma série de irregularidades, incluindo conflito de interesses e manipulação regulatória.
Durante a sessão, a deputada Rocío Vallejo destacou a gravidade da situação, afirmando que o presidente prejudicou um número sem precedentes de cidadãos em um único dia. A necessidade de uma maioria qualificada para dar seguimento ao processo de impeachment levanta incertezas sobre o apoio da bancada governista.
Em resposta às acusações, Peña se manifestou nas redes sociais, afirmando que todos os envolvidos nas irregularidades serão responsabilizados legalmente. O presidente também anunciou medidas para acelerar a recuperação dos recursos dos poupadores do Ueno. A crise já resultou na demissão do presidente da entidade controladora do banco e na prisão de vários diretores da instituição.
Além da crise no Ueno, relatos de falhas em diversos aplicativos bancários têm gerado preocupações adicionais sobre a confiança no sistema financeiro do Paraguai. A Asoban, associação que representa os bancos do país, afirmou que está monitorando a situação de perto e trabalhando para restaurar a confiança dos consumidores.