Paris enfrenta desafios financeiros para revitalizar Torre Montparnasse
A cidade de Paris busca reformar a Torre Montparnasse, um dos edifícios mais controversos da capital, mas enfrenta um impasse devido ao aumento dos custos do projeto.

Paris está tentando revitalizar a Torre Montparnasse, um edifício de 210 metros que se tornou um símbolo de controvérsia na arquitetura da cidade. Inaugurada em 1973, a torre é frequentemente considerada um dos prédios mais odiados da capital francesa, com a anedota de que 'a melhor vista de Paris é a do alto da Torre Montparnasse, porque dali não se vê a própria torre'.
Localizada no 15º arrondissement, a Torre Montparnasse possui 59 andares e uma área de aproximadamente 120 mil metros quadrados. Apesar de ter sido o edifício mais alto da França por quase quatro décadas, sua aparência escura e desatualizada não agradou aos moradores, que frequentemente a veem como uma mancha na paisagem da cidade.
A proposta de reforma apresentada pelo coletivo de arquitetos Nouvelle AOM, escolhida em 2017, visava não apenas mudar a estética do prédio, mas também adaptá-lo a novas funcionalidades. O plano incluía uma nova fachada de vidro, terraços arborizados e uma estufa agrícola no topo, além da transformação de andares em um hotel, escritórios e lojas.
No entanto, o custo da reforma se tornou um obstáculo significativo. Inicialmente estimado em cerca de € 300 milhões, o valor do projeto disparou para aproximadamente € 800 milhões, representando um aumento de 167% ao longo dos anos. Essa elevação de custos está dificultando a viabilidade financeira do projeto e gerando discussões entre os proprietários sobre como proceder.
Além do aspecto financeiro, o observatório localizado no 56º andar da torre, que já recebeu mais de 30 milhões de visitantes desde sua inauguração, também precisa ser considerado na reforma. Com cerca de 600 mil a 700 mil visitantes anuais antes do fechamento, ele é uma parte importante da história da torre e da experiência turística em Paris. A proposta de revitalização busca equilibrar a modernização do edifício com a preservação de sua relevância cultural.