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Política

ONU analisará denúncia que liga Flávio Bolsonaro a milícias do Rio de Janeiro

A ONU vai avaliar uma denúncia que associa Flávio Bolsonaro a milícias no Rio, a partir de um caso envolvendo a morte de uma criança em 2021. O advogado Raphael Costa protocolou a denúncia, que será analisada em dezembro.

RB
Redação BR NEWS
23/10/2026 às 14:38

A Organização das Nações Unidas (ONU) está programada para analisar, em dezembro, uma denúncia que sugere possíveis vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro e milícias que atuam no Rio de Janeiro. O caso em questão remonta à trágica morte de Ana Clara Machado, uma criança de cinco anos que foi atingida por disparos de fuzil em Niterói, em 2021.

O advogado Raphael Costa, responsável pela denúncia, apontou que Flávio Bolsonaro teria atuado na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de ser o responsável pela morte da menina. De acordo com a denúncia, essa atuação poderia ter contribuído para a liberdade do policial, embora a relação ainda necessite de investigações mais profundas.

A repercussão do caso começou em março, após uma reportagem que detalhou as circunstâncias da morte de Ana Clara. Desde então, a família da criança tem aguardado o julgamento do policial, que já sofreu vários adiamentos. Inicialmente, o júri estava marcado para abril, mas foi transferido para outubro e, mais recentemente, para maio de 2027.

A denúncia, que também foi levada à ONU, questiona as relações de Flávio Bolsonaro com integrantes das forças de segurança e menciona a expansão das milícias na região. O advogado alega que a proteção institucional por parte de figuras públicas poderia ter favorecido a atuação dessas organizações criminosas, que estão envolvidas em várias violações de direitos humanos.

Ademais, o documento destaca que o nome de Flávio Bolsonaro consta em um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele aparece como advogado de Delaroli. A defesa do policial tentou reverter a decisão que o levaria a júri popular, mas o agravo foi rejeitado pelo tribunal. Assim, a análise da ONU pode trazer novos elementos para um caso que já se arrasta há anos e que tem implicações sérias para a política e a segurança pública no Brasil.