Nicolás Maduro é interrompido por juiz durante declaração em tribunal nos EUA
Nicolás Maduro criticou as acusações contra ele em um tribunal dos Estados Unidos, onde se declarou inocente, enquanto o juiz interrompeu sua fala para registrar a defesa.

Nicolás Maduro, o líder deposto da Venezuela, fez uma declaração contundente em um tribunal dos Estados Unidos nesta quinta-feira (15), onde está respondendo a novas acusações de tortura. Durante a audiência, ele criticou o processo judicial, alegando que as acusações são infundadas e baseadas em testemunhos falsos.
A audiência, que teve como foco a leitura das novas denúncias contra Maduro, também contou com a participação de sua esposa, Cilia Flores, que se declarou inocente das acusações. Ambas as partes foram informadas pelo juiz Alvin Hellerstein sobre a necessidade de focar na defesa e não em declarações públicas.
Maduro, através de um intérprete, mencionou que as alegações apresentadas contra ele já haviam sido discutidas anteriormente, reiterando a falsidade dos testemunhos. O juiz, no entanto, interrompeu sua declaração para formalizar a defesa de inocência de Maduro no registro do tribunal.
A nova acusação, que inclui a suposta tortura de cidadãos americanos, foi adicionada a uma denúncia substitutiva divulgada na semana passada. Tanto Maduro quanto Flores se declararam inocentes, desafiando as alegações de conspiração para cometer tortura.
O advogado de Maduro, Barry Pollack, expressou preocupação sobre o cronograma do processo, considerando-o agressivo, especialmente dado o surgimento de novas alegações após seis anos da denúncia original. O próximo encontro no tribunal está agendado para o dia 17 de dezembro, quando os advogados de Maduro pretendem discutir o tema da imunidade para tentar anular as acusações.