Musk e Bannon Questionam Legitimidade da Vitória de Lula em Eleições Brasileiras
Elon Musk e Steve Bannon, aliados de Donald Trump, levantaram dúvidas sobre a legitimidade da vitória de Lula nas eleições brasileiras, após a prorrogação do horário de votação.
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Elon Musk, empresário sul-africano e figura proeminente do setor tecnológico, expressou sua dúvida sobre a legitimidade dos resultados das eleições brasileiras, onde Luiz Inácio Lula da Silva venceu Flávio Bolsonaro por uma margem de 3 pontos percentuais. Em uma postagem no X, Musk indicou que a diferença de 9,3 milhões de votos obtidos por Lula não se sustentava, afirmando que “a conta não fecha”.
Além de Musk, Steve Bannon, ex-conselheiro da Casa Branca e outro apoiador de Donald Trump, também se manifestou contra os resultados, descrevendo a vitória de Lula como “ilegítima”. Durante seu programa, Bannon caracterizou a nova administração como um “governo marxista ilegal”, alimentando ainda mais a controvérsia sobre as eleições.
Os comentários dos dois aliados de Trump surgiram após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de estender o horário de votação em duas horas. Essa prorrogação foi motivada por problemas registrados no transporte público em várias regiões do Brasil, levando à necessidade de mais tempo para que eleitores pudessem votar.
O Tribunal Superior Eleitoral, em resposta às críticas, esclareceu que a prorrogação se aplicava apenas às seções eleitorais ainda abertas e não poderia reabrir urnas que já estavam fechadas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, garantiu que a medida não afetou o resultado das eleições, que confirmou a reeleição de Lula com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, resultando em uma diferença de 4,4 milhões de votos.
A vitória de Lula foi considerada significativa, especialmente quando comparada à sua margem de vitória sobre Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, onde a diferença foi de 2,1 milhões de votos. Nunes Marques reafirmou a confiança no processo eleitoral, garantindo que não houve alterações decorrentes da decisão judicial que prorrogou o horário da votação.