Lula orientado a não reagir a provocações de Trump e Milei
O presidente Lula recebeu orientações do Itamaraty para não responder às provocações de Trump e Milei, que auxiliaram na fuga de Flávio Bolsonaro. A estratégia é focar nas eleições americanas e ignorar o episódio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado pelo Itamaraty a manter uma postura de contenção diante das provocações feitas pelos presidentes Donald Trump e Javier Milei. Essa orientação surge em meio ao episódio da fuga de Flávio Bolsonaro para Miami, que ocorreu após sua derrota nas eleições.
Flávio, que se autodenomina 'verdadeiro presidente', encontrou apoio em uma operação organizada pelos governos argentino e americano para deixar o Brasil, desobedecendo a uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinava a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. O senador é alvo de investigações e perderá seu foro privilegiado em janeiro de 2027, quando seu mandato se encerra.
A estratégia de Lula, segundo fontes do governo, é ignorar as provocações e focar nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A expectativa é que o enfraquecimento do trumpismo possa ser uma oportunidade para a política brasileira, evitando assim uma escalada de tensões com os líderes que apoiaram a fuga de Flávio.
Na manhã de quinta-feira, 29, Lula se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, antes de embarcar para Atlanta, onde deve participar de eventos relacionados à política americana. O governo brasileiro considera a fuga de Flávio Bolsonaro uma demonstração de fraqueza, referindo-se ao episódio como um "episódio de perdedores".
A decisão de não reagir às provocações de figuras como Trump e Milei reflete uma estratégia mais ampla do governo Lula, que busca consolidar sua posição no cenário internacional enquanto enfrenta desafios internos e externos. A habilidade em manejar a diplomacia nesse contexto se torna crucial para a administração atual.