Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para abertura de sigilos
A campanha de Lula da Silva concordou com as exigências de Flávio Bolsonaro para a divulgação de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A resposta foi dada pelo senador Camilo Santana, que destacou a necessidade de que ambos cumpram as condições estabelecidas.
A campanha do presidente Lula da Silva informou nesta quarta-feira, 21, que aceitou as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O anúncio foi feito pelo senador Camilo Santana, integrante da coordenação da campanha do PT, em Brasília.
A controvérsia teve início durante um debate presidencial na Band, onde Lula desafiou Flávio a permitir que seus sigilos fossem abertos. Em resposta, o senador fez uma petição detalhando exigências adicionais para a liberação de suas informações, que incluem dados sobre familiares e outros tópicos relacionados.
Camilo Santana enfatizou que o presidente não se opõe às propostas de Flávio, desde que o senador também atenda às solicitações feitas por Lula. "O presidente não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo o que estava pedindo e que o presidente protocolou no TSE", afirmou o senador em coletiva de imprensa.
Na terça-feira (20), Lula já havia protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a divulgação de suas informações dos últimos oito anos, incluindo dados da primeira-dama e dos filhos. Essa abertura de dados está alinhada com a estratégia do petista para aumentar a transparência e responder a críticas durante a campanha.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, também propôs a abertura de seus sigilos e os de seus familiares, mas com condições adicionais. Ele solicitou que informações relacionadas ao Instituto Lula, gastos com cartões corporativos e registros de visitantes aos palácios presidenciais sejam incluídos no processo. A resposta da campanha de Lula será apresentada ao TSE na quinta-feira (22), às 11h, em um momento crucial que antecede o segundo turno da eleição presidencial, agendado para domingo (25).