Justiça dos EUA impede plano do governo Trump sobre votação de imigrantes
Uma decisão judicial barrará a pressão do governo Trump sobre estados para impedir a contagem de votos de imigrantes, destacando questões sobre direitos eleitorais e autoridade estadual.
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Na última segunda-feira (2), uma juíza federal dos Estados Unidos, Tanya Chutkan, emitiu uma ordem que impede o governo Trump de prosseguir com um plano controverso que buscava restringir o voto de indivíduos considerados não cidadãos. A decisão foi recebida como um importante respaldo aos direitos eleitorais, especialmente em um momento em que os desafios à integridade do processo eleitoral se intensificam.
A medida proíbe o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna de enviar listas de eleitores registrados que o governo considera possivelmente não cidadãos aos estados. Além disso, a juíza vetou qualquer solicitação federal para que os responsáveis eleitorais estaduais separassem ou não contabilizassem os votos dessas pessoas até que a cidadania fosse comprovada.
A ação judicial representa um novo revés para a administração Trump, que tem buscado aumentar o controle federal sobre as eleições, especialmente nas Eleições de Meio de Mandato. Os republicanos, alinhados ao presidente, estão sob pressão para manter a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, e a questão do voto de não cidadãos tem sido um ponto central em suas estratégias.
Embora o voto de não cidadãos seja ilegal e amplamente considerado raro, Trump tem repetidamente afirmado, sem evidências concretas, que sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 foi resultado de fraude eleitoral. Isso motivou uma campanha de pressão sobre estados como Califórnia e Washington, onde o governo enviou cartas exigindo que não contabilizassem votos de pessoas listadas como possivelmente não cidadãs.
Organizações que defendem o direito ao voto e a privacidade dos eleitores reagiram prontamente, solicitando à juíza Chutkan que barrasse as ações do governo. Os autores do processo argumentaram que a administração Trump estava infringindo a Lei de Privacidade de 1974, que limita a divulgação de informações pessoais. A decisão judicial reflete um crescente escrutínio sobre as tentativas de controle federal sobre o processo eleitoral, ressaltando a importância da proteção dos direitos dos eleitores.