Intel apresenta resultados decepcionantes e ações despencam 19% em Nova York
A Intel divulgou resultados mistos para o terceiro trimestre de 2026, com receita em queda no segmento de IA, resultando em uma queda significativa nas ações da empresa.

A Intel, uma das principais fabricantes de chips do mundo, anunciou resultados financeiros que surpreenderam negativamente o mercado nesta quinta-feira. Apesar de um lucro líquido de US$ 3,32 bilhões no terceiro trimestre de 2026, a companhia registrou uma queda de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, levando a uma forte desvalorização de suas ações após o fechamento do mercado em Nova York.
O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,52, superando as expectativas de analistas que projetavam US$ 0,41. No entanto, o desempenho da empresa foi ofuscado por um guidance para o quarto trimestre que ficou bem abaixo do esperado. A projeção indica um lucro ajustado de apenas US$ 0,25 por ação, com receitas previstas entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, enquanto analistas esperavam um lucro de US$ 0,25 por ação e receitas de US$ 17,29 bilhões.
A receita total da Intel para o trimestre subiu 21% em comparação ao ano anterior, atingindo US$ 16,5 bilhões. Contudo, o segmento de computação cliente e IA física viu uma queda de 5% nas vendas, totalizando US$ 8,1 bilhões. Em contrapartida, a receita do data center e IA cresceu 78%, chegando a US$ 7,3 bilhões, destacando uma disparidade no desempenho das diferentes áreas de negócio da empresa.
David Zinsner, diretor financeiro da Intel, comentou sobre as tendências do mercado, afirmando que a desaceleração nas vendas de PCs deve continuar pelo menos até a primeira metade do próximo ano. Apesar disso, ele expressou otimismo em relação às oportunidades que o portfólio mais amplo da empresa pode oferecer.
A reação do mercado foi imediata, com as ações da Intel sofrendo uma queda de 19,16% no after hours, refletindo a preocupação dos investidores com as previsões de desempenho da empresa. A situação atual levanta dúvidas sobre a recuperação da Intel em um cenário competitivo cada vez mais desafiador, especialmente no campo da inteligência artificial, onde outras empresas, como a Alphabet, continuam a lucrar substancialmente.