G7 destina US$ 2,5 bilhões para enfrentar crise de fertilizantes e segurança alimentar
Os países do G7 anunciaram um investimento de US$ 2,5 bilhões para ajudar 44 nações vulneráveis a lidarem com a crise de segurança alimentar causada pela alta dos preços de energia e insumos.
Os países do G7 se comprometeram a investir US$ 2,5 bilhões para enfrentar a crescente insegurança alimentar em 44 nações vulneráveis. A decisão foi comunicada durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, realizadas em Bangcoc, Tailândia.
O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças da França, Roland Lescure, que destacou a preocupação do grupo com os países mais afetados pela alta dos preços globais da energia, que impactam diretamente o abastecimento de fertilizantes. Segundo Lescure, o Banco Mundial identificou esses 44 países em risco, reforçando a urgência da situação.
“O G7 também tem demonstrado grande preocupação com os elos mais frágeis da atual situação global: os países pobres”, afirmou Lescure, ressaltando a importância da ajuda ao setor agrícola. O ministro não detalhou como os recursos serão utilizados ou de onde eles virão.
A crise de fertilizantes é uma questão crítica, especialmente diante do aumento dos custos de produção e importação de alimentos, o que pode agravar ainda mais a situação alimentar em diversas regiões do mundo. O G7, que inclui Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia, busca mitigar esses impactos.
A escalada de conflitos no Oriente Médio, especialmente após os ataques dos Estados Unidos ao Irã, contribuiu para o aumento dos preços da energia, afetando as cadeias de suprimentos globais. Essa situação torna ainda mais desafiadora a missão de garantir a segurança alimentar em países que já enfrentam dificuldades econômicas.