Flávio Bolsonaro se pronuncia sobre prisões de Canella e Bacellar
O senador Flávio Bolsonaro expressou surpresa com as prisões de dois políticos do União Brasil, defendendo o direito à defesa e a necessidade de responsabilização por irregularidades.

Durante uma sabatina da TV Globo, Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, comentou sobre as prisões de Márcio Canella e Rodrigo Bacellar, ambos do União Brasil, afirmando que se sentiu surpreendido com as detenções. Canella foi preso na última quinta-feira (15) como parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizando postos de combustíveis no Rio de Janeiro. A operação é coordenada pela Polícia Federal e apura a movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.
Flávio enfatizou a importância do direito à defesa, ressaltando que todos têm o direito de provar sua inocência. “Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém; se cometeu algo de errado, vai ter que responder por isso,” declarou. A postura do candidato evidencia um compromisso com a legalidade, mesmo diante de possíveis vínculos políticos com os detidos.
Além disso, Flávio Bolsonaro manifestou sua posição sobre a criminalidade organizada. Ele defendeu penas mais severas para aqueles que comprovadamente se envolvem com facções como o PCC e o Comando Vermelho, prometendo que, em um eventual governo, as punições serão rigorosas. “Quem tem envolvimento com coisa errada tem que pagar dentro da lei,” afirmou.
A prisão de Canella não é um caso isolado, já que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense, também enfrenta problemas legais. Bacellar foi detido em março por determinação do STF, sob acusação de obstruir uma investigação relacionada ao Comando Vermelho. A Procuradoria-Geral da República alega que ele e outros envolvidos tentaram prejudicar a Operação Zargun, que visa combater o tráfico internacional de armas e drogas, além da corrupção.
Os advogados de Bacellar consideraram sua prisão indevida e desnecessária, afirmando que ele estava cumprindo todas as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. A situação de ambos os políticos levanta questões sobre a integridade e a transparência no cenário político do Rio de Janeiro, além de refletir a complexidade das investigações em curso.