Dólar atinge R$ 5,40 e registra maior alta diária desde 1999
O dólar alcançou R$ 5,40 nesta segunda-feira, marcando a maior alta diária desde janeiro de 1999, impulsionado por incertezas políticas e fiscais após as eleições.

O dólar registrou um aumento expressivo nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, alcançando R$ 5,40, o maior nível desde 5 de janeiro deste ano. Essa alta significativa se deve a um aumento nos prêmios de risco fiscal e político, após a surpreendente vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.
Pela manhã, a moeda americana chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,60, atingindo um pico de R$ 5,6049. Essa movimentação reflete uma correção nas expectativas do mercado, que inicialmente se inclinava para a candidatura de Flávio Bolsonaro. A mudança nas projeções após o primeiro turno das eleições gerou um clima de incerteza.
Ao longo do dia, o dólar perdeu força, especialmente no período da tarde, devido à realização de lucros e à entrada de recursos por parte de exportadores. Esses agentes do mercado aproveitaram a alta do câmbio para trazer divisas ao Brasil, o que ajudou a estabilizar a moeda.
Com uma alta de 8,21% no fechamento, o dólar terminou a jornada cotado a R$ 5,4029. Este aumento representa o maior avanço percentual diário desde 13 de janeiro de 1999, quando o país enfrentou um período de forte volatilidade cambial. No mês de outubro, a moeda acumula uma alta de 4,40%, embora ainda apresente uma redução de 1,57% em relação ao início do ano.
Embora o mercado tenha sentido um estresse elevado, especialistas afirmam que não houve problemas de liquidez significativos, o que evitou a necessidade de intervenção do Banco Central. O Tesouro Nacional, por sua vez, interveio com a recompra de títulos públicos, ajudando a amenizar a pressão sobre o câmbio. Em análises, alguns especialistas consideram que a reação do mercado ao resultado eleitoral foi exagerada, prevendo um possível ajuste fiscal que poderia estabilizar a situação nos próximos meses.