Deputado denuncia irregularidades em compras na Riachuelo de Aracaju
Um deputado do PT afirma que comprovantes de compras na Riachuelo indicam pagamentos ao PL, gerando polêmica e investigações.

Uma denúncia grave envolvendo a loja Riachuelo no centro de Aracaju, Sergipe, está ganhando destaque nos noticiários. O deputado Camilo Daniel, do PT, publicou um vídeo nas redes sociais revelando que alguns comprovantes bancários de clientes da loja mostram o nome do diretório municipal do Partido Liberal (PL) como destinatário dos pagamentos. A situação, que já é motivo de preocupação para os consumidores, foi amplamente discutida na quarta-feira, 14 de outubro.
De acordo com informações do Núcleo Investigativo do ICL Notícias, Daniel apresentou um comprovante de R$ 69,99 referente a uma compra na Riachuelo, onde constava a identificação “Partido Liberal Aracaju SE Municipal”. Em seu vídeo, o parlamentar expressou indignação, classificando a situação como um crime e anunciou que tomaria medidas legais, incluindo a apresentação de uma representação ao Tribunal Eleitoral.
Embora a denúncia tenha gerado grande repercussão, os documentos apresentados ainda não confirmam a destinação dos valores. Isso se deve ao fato de que o campo que exibe o nome do PL nos comprovantes é editável, o que dificulta a verificação da autenticidade das alegações. Esse ponto levantou dúvidas sobre a veracidade das informações apresentadas pelo deputado.
Além do parlamentar, outros consumidores também relataram experiências similares. Carlos Daniel, um bombeiro civil de 23 anos, mostrou um comprovante de R$ 39,99, no qual consta a mesma identificação do PL, referente a uma compra realizada em julho. Ele afirmou ter registrado uma reclamação no site da Riachuelo, mas até o momento não obteve resposta da empresa.
Outro relato veio de Cibele Soares, uma arquiteta de 50 anos, que, ao consultar a fatura de seu cartão de crédito, ficou surpresa ao ver o nome do diretório do PL em uma compra de R$ 214,97. Apesar de ter tentado contestar a cobrança, foi informada pelo banco que não poderia realizar o estorno, uma vez que a compra foi feita com o código PIN. As reclamações de consumidores e a denúncia do deputado levantam questões sérias sobre a transparência nas transações comerciais realizadas na loja.