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Tecnologia

Crown Solicita Licença Cripto ao Banco Central para Operar com a Stablecoin BRLV

A Crown, responsável pela stablecoin BRLV, protocolou um pedido de autorização ao Banco Central do Brasil para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, alinhando-se às novas regulamentações do setor.

RB
Redação BR NEWS
16/10/2026 às 16:20

A Crown, empresa brasileira que desenvolve a stablecoin BRLV, fez um importante movimento no mercado cripto ao solicitar, nesta sexta-feira, uma licença junto ao Banco Central do Brasil. Essa autorização é necessária para que a companhia possa operar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV), essencial em um cenário onde várias empresas do setor enfrentam o desafio de se adequar às novas regras até o final de outubro.

O pedido é um passo significativo, especialmente considerando que a Crown optou por um modelo de operação que combina a intermediação e a custódia de criptomoedas, semelhante ao de uma corretora. Além disso, a empresa busca permissão para realizar câmbio de ativos virtuais, oferecer contas pré-pagas e integrar-se ao sistema de pagamentos instantâneos, o Pix.

Com o protocolo do pedido, o Banco Central inicia a análise das informações fornecidas, embora a licença ainda não tenha sido concedida. A Crown teve que apresentar documentos que comprovam sua estrutura organizacional, controles operacionais e a saúde financeira da empresa, um processo que se torna ainda mais rigoroso após as recentes regulamentações.

De acordo com John Delaney, fundador da Crown, essa iniciativa demonstra o compromisso da empresa em estabelecer uma operação sólida e regulada no Brasil, enfatizando a importância da governança e da transparência em suas operações. O pedido de licença está baseado na Resolução BCB nº 519, que delineia os critérios para a autorização de empresas de criptoativos no país.

A BRLV, a stablecoin da Crown, foi projetada para manter um valor estável em relação ao real, facilitando pagamentos e transferências no ecossistema blockchain. Com um modelo jurídico que separa o patrimônio da emissora das reservas que garantem o token, a Crown busca assegurar que os detentores da stablecoin tenham direitos diretos sobre os ativos, minimizando riscos associados a eventos financeiros adversos.