Blitz na Cadeia de Mogi Revela Regalias a Milton Leite
Uma operação do Ministério Público e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil expôs supostas regalias recebidas pelo ex-vereador Milton Leite na cadeia de Mogi das Cruzes, onde está preso sob suspeita de ligação com o PCC.
Uma operação conjunta do Ministério Público e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil revelou, nesta sexta-feira (16), que o ex-vereador Milton Leite, atualmente detido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, estaria recebendo regalias enquanto cumpria sua pena. Leite, que está preso há quase um mês, é suspeito de estar ligado a um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo.
Promotores do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e delegados da corregedoria realizaram uma blitz na prisão, onde um celular de um carcereiro foi apreendido por ordem judicial. A investigação visa apurar um possível tratamento privilegiado concedido a Leite e outros prisioneiros envolvidos na Operação Vectura Corrupta.
Segundo informações da Promotoria, havia um "fluxo incessante" de visitantes na cela de Milton Leite, muitos dos quais não tinham vínculos familiares com o ex-vereador. Essa movimentação é considerada incompatível com as condições de custódia e levanta suspeitas sobre as regalias que estariam sendo oferecidas a ele.
Além do acesso facilitado a visitantes, Milton Leite teria recebido um almoço especial que incluía vinho, o que contrasta com as normas de convivência do sistema prisional. A operação foi autorizada pelo juiz Domicio Whately Pacheco e Silva, da Vara Regional das Garantias de Guarulhos, que expediu três mandados de busca e apreensão, incluindo um no endereço do carcereiro envolvido.
A defesa de Milton Leite foi contatada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. A situação gerou repercussão e levantou questionamentos sobre a integridade do sistema prisional e o tratamento dispensado a detentos em casos de grande notoriedade.