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Economia

Auditoria da CGU Revela Irregularidades em Contratos de Crédito Consignado do Banco Master

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que 93,3% dos contratos de crédito consignado do Banco Master foram formalizados antes da assinatura dos beneficiários do INSS. O caso levanta preocupações sobre a legitimidade dos processos de contratação.

RB
Redação BR NEWS
05/10/2026 às 18:35

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) trouxe à tona uma série de irregularidades envolvendo o Banco Master, que pertence ao empresário Daniel Vorcaro. De acordo com os dados apresentados, impressionantes 93,3% dos contratos de crédito consignado foram efetivados antes mesmo da assinatura dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, as assinaturas dos beneficiários foram registradas apenas no dia seguinte à efetivação dos contratos. Essa prática levanta sérias questões sobre a transparência e a legalidade dos procedimentos adotados pelo banco na concessão de crédito consignado.

A análise da CGU revelou que a maioria desses contratos foi celebrada sem a devida autorização dos segurados, o que pode configurar uma violação de direitos dos beneficiários do INSS. Especialistas em direito financeiro apontam que essa situação pode trazer consequências legais para a instituição financeira, além de prejudicar a confiança dos consumidores no sistema de crédito.

As irregularidades encontradas pela CGU não são um caso isolado, refletindo um padrão preocupante em algumas instituições financeiras que operam com crédito consignado. O setor já enfrentou críticas anteriores sobre a falta de supervisão e a necessidade de regulamentações mais rigorosas para proteger os consumidores.

O Banco Master ainda não se pronunciou oficialmente sobre as conclusões da auditoria, mas fontes do mercado indicam que a instituição pode ser alvo de investigações mais aprofundadas por parte das autoridades competentes. A situação ressalta a importância de uma supervisão eficaz no setor financeiro para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados e que práticas abusivas sejam coibidas.