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Argentina de Milei: Desafios Persistem Apesar da Queda da Inflação

Embora a inflação na Argentina tenha apresentado uma desaceleração, a pobreza e o desemprego continuam a ser questões críticas sob a administração de Javier Milei.

RB
Redação BR NEWS
19/10/2026 às 18:25

Javier Milei, que está prestes a completar três anos na presidência da Argentina, enfrenta um cenário econômico complexo. Apesar de a inflação ter mostrado sinais de recuo, com aumentos mensais de 1,7% em agosto e 1,9% em setembro, a realidade social do país permanece alarmante, com um em cada três argentinos vivendo em condições de pobreza.

Logo após assumir o cargo, Milei enfatizou a necessidade de cortar despesas e sanear as contas públicas. O discurso de posse, marcado pela frase contundente ‘não há dinheiro’, refletiu as promessas de um governo que buscava estabilizar uma economia devastada por décadas de inflação elevada, que superou 200% ao ano no final de 2023.

A situação do emprego também não é favorável. O desemprego aumentou, refletindo as dificuldades que a população enfrenta em um mercado de trabalho incerto. A combinação de pobreza crescente e alta taxa de desemprego levanta preocupações sobre a eficácia das medidas implementadas até agora.

Esses desafios econômicos tornaram-se tema de debate no Brasil, especialmente nas discussões eleitorais para o segundo turno da presidência. O senador Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a possibilidade de adotar políticas similares às de Milei caso seja eleito, um sinal da influência que a experiência argentina pode ter nas decisões políticas brasileiras.

Analistas observam que, apesar da queda da inflação, o superávit fiscal é uma meta difícil de alcançar, dada a magnitude dos problemas sociais. O governo argentino parece estar em uma encruzilhada, onde as promessas de reformas se deparam com a realidade de um povo que ainda sofre com as consequências de anos de crise econômica.