Ações do Carrefour enfrentam queda acentuada após revisão de vendas na França
As ações do Carrefour caíram drasticamente após a empresa revisar suas metas de lucro, citando impactos significativos de distúrbios sociais na França. Analistas levantam preocupações sobre a saúde financeira da rede varejista em seus principais mercados.
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As ações do Carrefour sofreram uma forte desvalorização nesta quarta-feira, 21 de outubro, com uma queda de 13,65%, alcançando 14,07 euros. O motivo principal para essa brusca queda foi a redução da meta de lucro anual da empresa, que alertou sobre um impacto potencial de até 200 milhões de euros em seu lucro operacional devido aos recentes distúrbios e saques na França.
A rede varejista, que gera cerca de metade de suas vendas em solo francês, se mostrou particularmente vulnerável a essas perturbações. Na terça-feira, a companhia anunciou a revisão de suas previsões de lucro, citando não apenas os custos crescentes, mas também as interrupções nas operações de suas lojas, que foram severamente afetadas pelos protestos.
Matthieu Malige, diretor financeiro da empresa, destacou que a revisão poderia impactar o lucro operacional entre 80 milhões e 200 milhões de euros. Essa incerteza levantou questões entre os analistas sobre se os problemas enfrentados pelo Carrefour se restringem apenas à França ou se afetam outros mercados, como a Espanha e o Brasil.
O banco JPMorgan, em um relatório, apontou que a falta de dinamismo nos principais mercados do Carrefour está se tornando evidente, com volumes de vendas fracos não apenas na França, mas também em outras regiões. A situação atual parece mais abrangente do que a administração da empresa havia indicado anteriormente, especialmente considerando que não houve uma revisão de expectativas durante os protestos de 2018 e 2019.
Além disso, o Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações do Carrefour de equivalente a compra para equivalente à neutra após a atualização sobre os lucros. O banco ajustou o preço-alvo dos papéis de 20,10 euros para 18,35 euros, indicando uma preocupação contínua com a visibilidade da recuperação das operações na França e com a geração de caixa nos próximos anos. Os analistas, embora reconheçam que os múltiplos das ações ainda são atrativos, estão céticos quanto à capacidade da empresa de recuperar sua estabilidade financeira em um cenário desafiador.