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Economia

Ações da Americanas disparam após fim da recuperação judicial

As ações da Americanas tiveram uma valorização significativa de 15,58% após o encerramento de sua recuperação judicial, refletindo a confiança dos investidores na recuperação da companhia. O juiz responsável pelo caso confirmou que a empresa cumpriu todas as obrigações do plano apresentado aos credores.

RB
Redação BR NEWS
21/10/2026 às 15:47

As ações da Americanas, uma das principais redes de varejo do Brasil, registraram uma forte alta de 15,58% na Bolsa de Valores (B3) no dia 20 de outubro de 2026, após o encerramento do processo de recuperação judicial da empresa. Os papéis, que foram cotados a R$ 6,90 ao final do pregão, chegaram a atingir um pico de R$ 7,50 durante a sessão, refletindo o otimismo renovado dos investidores.

O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, anunciou o fim da recuperação judicial, que havia sido solicitada em 2023 em decorrência de uma fraude contábil que envolveu um montante de R$ 20 bilhões. A recuperação judicial permitiu que a companhia reestruturasse suas dívidas e evitasse a falência, um alívio significativo para os acionistas.

Fernando Soares, atual CEO da Americanas, afirmou que a empresa está apresentando indicadores de rentabilidade positivos, o que tem contribuído para a confiança do mercado. Nos primeiros dias de outubro, as ações da companhia acumularam uma alta de 8,74%, enquanto o crescimento ao longo do ano chegou a 16,37%.

O encerramento do processo de recuperação judicial é um marco importante, pois permite que a Americanas retome suas operações normais sem as restrições impostas durante a reestruturação. A recuperação judicial é um mecanismo que possibilita que as empresas renegociem suas dívidas com credores, evitando demissões em massa e o fechamento das atividades.

Além disso, a decisão do juiz foi apoiada pela constatação de que todas as obrigações do plano de recuperação foram cumpridas. O esquema de fraude que levou à recuperação judicial envolvia a utilização de empréstimos bancários disfarçados e a criação de despesas fictícias para inflar os lucros, o que quase levou a empresa à falência. A Justiça também aceitou denúncias do Ministério Público Federal contra ex-executivos da companhia, que estão sendo investigados por sua participação nas fraudes.